Aqui abordo retoques e maquiagem digital, correção de cores e níveis, redimensionamento, interpolação, camadas, adjustments layers, máscaras, nitidez (sharpen), gerenciamento de cores, calibragem de monitores, armazenamento de arquivos, formatos, gerenciamento de arquivos, Lightroom, RAW, NEF ... De preferência não copie, mas sim indique a página para que eu possa saber o que esta agradando. Se quiserem consultoria entrem em contato.

9/21/2007


Como fazer em casa um index / folha de contato das nossas imagens digitais .
Foto: Centro do Rio de Janeiro, setembro de 2007.

As duas melhores opções que conheço são pelo Photoshop, ou o que fica ainda melhor, pelo Lightroom 1.1.
Aqui vou descrever como fazer pelo Photoshop, depois escrevo como fazer pelo LR.

Pra começar vá em File>Automate>Contact Sheet II. Lá teremos o seguinte:



Contact sheet II no PS


Em Source Image> Use > marque Folder. Vá em Browser e selecione a pasta onde estão as imagens que você deseja utilizar no index.

Em document, selecione o tamanho do index, resolução e espaço de cor (se for para imprimir em minilab digital, ajuste em sRGB). Se desejar que as imagens fiquem achatadas em uma única camada selecione Flatten all layers.

Em thumbnails será definido o número de linhas e colunas. Quanto maior for a quantidade de imagens por folha menor será o tamanho das imagens. Sugiro de um modo geral ou 6 por 5 ou 6 por 6.

Rotate for best fit é pra que as imagens sejam rotacionadas para um melhor aproveitamento do espaço na folha.

Por fim pode-se ainda ajustar o tipo de fonte assim como o seu tamanho.

A sua direita temos logo abaixo do cancel um ícone do esboço, a quantidade de folhas para tal número de imagens, o número de fotos e altura e largura das miniaturas

Dai é só apertar o OK que o PS fará tudo automaticamente.

Quando terminar, ficará no stage todas as folhas de contato prontas. Com um pouco de criatividade você poderá mudar a cor do fundo ou mesmo escrever algo como o sua propaganda ou do que se trata o evento.

Salve em JPG qualidade 10 e mande para o minilab.

Boa sorte!

9/14/2007


Festa de São Jorge em Campo Grande RJ- Nikon D 200, 20mm, 1/90, f3.5, ISO 1600

Coloquei aqui alguns links que podem ajudar na quarta aula

Smart Objects:
http://av.adobe.com/russellbrown/SmartObjectBasicsSM.mov

Tabela de PB:
http://ricciardionline.com/?p=37

Video PB Russel Brown:
http://av.adobe.com/russellbrown/BlackWhiteVariationsSM.mov

Força!

9/09/2007





Adquiri recentemente o livro "Adobe Photoshop Lightroom - O guia completo para fotógrafos digitais" do Clicio Barroso. Apesar do anglicismo exagerado (folder já possui plural vcs sabiam? É fôlders. Não ficaria melhor pastas?) é um livro com ótimo conteúdo.
Pra quem nunca operou o LR vale a pena estudá-lo. Atualmente várias tarefas que eram executadas em softwares diferentes são operadas atualmente apenas pelo Lightroom.

Tem duas passagens no início do livro que acho que vale publicar por ter discutido em sala o conteúdo.

Segue:


As vantagens do RAW (p. 22-23)

A câmera digital sempre captura primeiro em RAW, e, inicialmente, a imagem crua original produzida pelo sensor da câmera não sofre modificação alguma. Essa imagem captada pelos sensores mais comuns, cha­mados de CCDs e de CMOS, tem várias características únicas. A imagem é em branco e preto, a imagem geral­mente tem 12 bits por canal de cor e 4096 níveis de tom em uma escala de gamma linear, e a distribuição tonal da imagem privilegia as altas-luzes. O que isso quer dizer é que a imagem tem que passar por um processamento para que as cores sejam criadas (interpoladas é o termo correto), para que o gamma seja corrigido (e a imagem tenha uma distribuição tonal mais compatível com o olho humano), e os 12 bits por canal sejam preservados. Quando a própria câmera faz o processamento, gerando um arquivo interpretado como o JPEG, por exemplo, as possibilidades de mudanças não-destrutivas posteriores ficam bastante limitadas e o arquivo perde profundidade de cores, ficando com apenas 8 bits por canal de cor. O arquivo RAW, por outro lado, não sofre nenhum pro­cessamento interno na câmera, e é dependente unica­mente da exposição correta: ISO, abertura e velocidade. Todas as outras interpretações e ajustes, incluindo-se aí o balanço de branco e a recuperação de valores tonais nas altas-luzes, podem ser realizadas por um programa específico para tal, e o fotógrafo passa a ter controle total dessa interpretação. O Lightroom trabalha com
um espaço de cor interno bastante amplo, baseado no ProPhoto RGB, sempre em 16 bits e gamma 1.0. Isso preserva todas as informações originais da captura e permite uma "revelação" que não vai alterar nenhum pixel até que a imagem seja exportada. A foto em RAW pode ser reinterpretada quantas vezes for necessário com muito mais possibilidades de cor e controle tonal do que aqueles disponíveis no processamento interno
da câmera. Sempre se pode voltar atrás e alterar o que for preciso sem que haja perda de nenhuma informação original. Depois de produzir quantas imagens quiser a partir daquele original, o fotógrafo pode então exportar as fotos, gerando cópias em JPEG,TIFF, PSD ou DNG. É certo que há fluxos de trabalho que se beneficiam de um arquivo JPEG gerado pela câmera, como os de jornalistas de esportes e os de jornalismo de rua, que geralmente, por questão de urgência, são obrigados a transmitir imediatamente a foto para ser publicada; e o fluxo de alguns fotógrafos de eventos, que precisam entregar as fotos impressas antes que o cliente deixe o local do evento; nesses casos, a minha alternativa predileta é fotografar em RAW+JPEG, entregar o JPEG como solução imediata e preservar o RAW para um processamento mais cuida­doso, caso aquela foto sensacional precise ser ampliada posteriormente ou se torne um anúncio de revistas.


Outra passagem:


O fluxo digital moderno (p.21)


Da captura à impressão, o fotógrafo de qualquer área tem se deparado com um problema cada vez mais presente: como fazer o trabalho fotográfico fluir sem que seja preciso passar a maior parte do tempo em frente a um computador? Como poupar sua energia e se concen­trar somente no que interessa, que é a imagem, automa­tizando ao máximo as tarefas repetitivas, burocráticas? A resposta é ter um fluxo de trabalho enxuto e organizado. Podemos, hoje, pensar em um workflow que, a partir de uma sessão fotográfica bem-sucedida que chamaremos
de captura, segue o seguinte roteiro:
1-) Ingestão e backup

2-) Escolha das imagens
3-) Processamento e limpeza

4-) Edição externa
5-) Exportação e impressão

6-) Arquivamento


Antes do Lightroom, um fluxo básico como esse era dependente de, no mínimo, quatro aplicativos; um de ingestão e escolha, um de processamento RAW não-des­trutivo, um de edição de pixels e um de arquivamento.
A boa notícia é que agora podemos fazer tudo isso de dentro de um único programa, o que certamente deixa o processo mais simples e rápido.Vamos ver mais adiante (página 157) como podemos usar o Photoshop para editar os pixels das imagens processadas pelo Lightroom sem precisar deixar esse aplicativo. Outra boa notícia é que fotógrafos de retratos, publicidade, moda e catálogos podem fotografar diretamente conectados ao compu­tador, fazendo com que a captura e ingestão se tornem uma só tarefa, economizando tempo e dinheiro.


Espero que gostem.


Força!

9/08/2007

Na seção "correio" edição de número 132 da revista "Fotografe Melhor", foi publicado uma nota de um leitor em relação a chamarem as câmeras de filme de analógicas. Sempre me incomodou esse termo, mas não sabia bem porque não deveria usá-lo.
Segue a nota:
"Com o advento da fotografia digital, tenho observado que diversos usuários dessa tecnologia, bem como profissionais e professores, vêm disseminando um conceito errado: o da fotografia analógica ser o contrário da fotografia digital. Como acontece muito no Brasil, várias pessoas têm uma forte tendência de disseminar tudo que ouvem, sem ao menos analisar o que estão falando. Devemos erradicar o conceito errado de fotografia analógica e disseminar o conceito correto que é fotografia com filme. O digital é o contrário de analógico em muitos contextos, contudo, a fotografia digital não migrou de um formato analógico, mas sim de um formato mecânico, físico e químico. Dizer que a máquina é analógica significa dizer que tem ponteiros ou funciona à base de corrente alternada ou algo parecido. Sendo assim, não existe máquina analógica, e sim, máquina mecânica ou máquina de filme"
Marco Franco, Vitória (ES)

Melhor não poderia ser.
 
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